Este blog tem como objetivo ajudar a levar "conhecimento". No Areópago em Atenas eram buscados novos conhecimentos. O grande missionário cristão, Apóstolo Paulo, passou lá e deu o seu recado. Se quiser conferir veja no livro bíblico Atos dos Apóstolos (17.18-32).
Quem faz uso do agrotóxico combate o efeito (a praga) e não a causa (os fatores que a geram), daí a necessidade de seu uso contínuo, sem regra nem trégua.
Um espectro ronda o Brasil… o espectro do ANTICOMUNISMO! Em toda parte, só se fala disso. A mídia nem cora ao ecoar artigos escritos por reacionários contra o “perigo bolchevique”. E a toda hora, nas redes sociais, perfis de direita idosos e jovens com pouca leitura cuidam de espalhar a ignorância e o terror com histórias sobre as mortes (de comunistas, inclusive) na União Soviética, que acabou há quase 25 anos.
Todo esse barulho meio bizarro serve para esconder dos incautos que o capitalismo matou e continua matando hoje em dia milhões de pessoas ao redor do planeta, de fome, de doenças, de pobreza ou por suicídio. A paranóia anticomunista rediviva tenta ocultar dos cidadãos a realidade sobre a falência do capitalismo. Em vários países ditos “desenvolvidos”, a desigualdade social cresce e o abismo entre pobres e ricos se faz cada vez maior. Atualmente, entre os 34 membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), adeptos da economia de livre mercado, México, Turquia, Estados Unidos e Japão ocupam o topo do ranking da desigualdade.
No Brasil, ao contrário, a desigualdade vem fazendo movimento oposto e caindo ano a ano. Com todas as críticas que temos ao partido, o modelo adotado pelo PT, que a direita quer substituir, enfatiza a diminuição da desigualdade social. Deixar os neoliberais voltarem ao poder seria o mesmo que assinar embaixo da adoção de um modelo que está aumentando o número de pobres no “primeiro mundo”.
Quarta economia do planeta, o Japão é um caso especial: a pobreza não pára de crescer por lá. Hoje, um em cada seis japoneses vive em condição de pobreza relativa, segundo a pesquisa sobre condições de vida do ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar de julho de 2014. O índice de pobreza infantil alcançou 16,3%. São as cifras mais altas da história. Nada menos que 59,9% dos japoneses disseram enfrentar “graves dificuldades econômicas”. Aumentaram também os lares com mulheres como cabeça de família, criando sozinhas seus filhos e com um emprego precário. Em julho passado, o economista-chefe da OCDE, Rintaro Tamaki, alertou para a falta de debate sobre a desigualdade no país.
Essa terceiromundização do Japão fica ainda mais impactante quando descobrimos que existe por lá, naquela nação riquíssima, um grupo crescente de pessoas que vivem em cibercafés (lan-houses) porque não conseguem pagar aluguel de um local para morar. É isso mesmo que você entendeu: eles dormem nas cabines com computador, pagando por hora para passar a noite, tomar um banho e usar os depósitos com chave para guardar seus pertences. São chamados de “refugiados dos cibercafés” ou “sem-teto dos cibercafés”.
A desigualdade entre os jovens, um fenômeno inédito na sociedade japonesa, explodiu. Segundo o economista japonês Takuro Morinaga, “este é o legado do que popularmente se chama ‘a idade do gelo do emprego’, período que começou em meados dos anos 1990, quando, depois do estouro da bolha financeira, as empresas interromperam a contratação de recém-formados”. Diminuíram os empregos fixos e aumentaram os temporários, que mantêm trabalhadores ganhando 40% menos e em condições instáveis, chamados de “freeters” (jovens que saltam de um emprego temporário a outro).
Em março deste ano foi lançado um documentário curto sobre os refugiados dos cibercafés a partir do trabalho da premiada fotógrafa Shiho Fukada sobre os “trabalhadores descartáveis” no Japão. Além deste, há outros dois episódios: um sobre os suicídios de trabalhadores por excesso de trabalho na década de 1990 e outro sobre o número de desempregados e idosos em Osaka, a maioria deles sem-teto (assista a todos aqui).
O documentário sobre os sem-teto dos cibercafés, com legendas em inglês, mostra um pouco da rotina de Fumiya, um segurança de 26 anos que mora há dez meses num cibercafé. E a de Tadayuki Sakai, que, após deixar seu emprego de 20 anos numa empresa de cartão de crédito, se “mudou” para uma cabine. São seres, sobretudo, solitários. “Não tenho nada que me prenda ao Japão”, diz Sakai. “Só posso contar comigo mesmo.”
O mundo de “oportunidades” do livre mercado pelo visto não é para todos. Este é o primeiro de uma série de posts do blog sobre os horrores do capitalismo –que são atuais, não é coisa de um século atrás. Vem muito mais por aí. Assista o doc.
UPDATE: um leitor mandou para mim outro vídeo, curto (na verdade um trailer), da brasileira Raquel Diniz sobre a situação dos idosos sem emprego em Osaka, onde existe uma favela escondida. As sobras do capitalismo. “O Brasil devia seguir o exemplo do Japão”, diz a direita. Será?
"Soren Kierkegaard descrevia-se como um espião, um homem ímpio que fica de olho em vários personagens suspeitos, inclusive ele mesmo. A polícia, dizia ele, faz um bom uso de pessoas astutas que podem desco brir qualquer coisa, seguir uma pista e revelar segredos. Em certo senti do, todo escritor trabalha na espionagem, tomando notas, observando particularidades que todo mundo despreza, escarafunchando o mundo em busca de pistas. Para um escritor de assuntos de fé, trabalhar numacultura secular complica muito esta tarefa. Escrever livros que apa recem em livrarias cristãs para serem lidos apenas por membros de igrejas exige pouca astúcia; escrever livros de fé para leitores que pos suem apenas vestígios de órgãos sensoriais, isto sim, requer um tipo particular de perspicácia.
"Quando um som está muito alto, às vezes é mais fácil discerni-lo por meio de seu eco.
A profunda sensibilidade de Gandhi gradualmente tomou forma como uma doutrina bem estabelecida. Violência contra outro ser hu mano, mesmo direcionada a um soldado atirando contra uma multidão desarmada, contrariava tudo que ele acreditava sobre a dignidade uni versal humana. Você não pode mudar a convicção de uma pessoa por meio da violência, acreditava. A violência brutaliza e divide: ela jamais reconcilia. Se algum de seus seguidores tornava-se violento durante suas campanhas, Gandhi pedia que ele se retirasse. Nenhuma causa, por mais justa que fosse, justificava derramamento de sangue. "Eu morreria pela causa", afirmou, "mas não existe causa pela qual eu esteja preparado para matar".
"É necessário considerar o seguinte, apenas a fé em Deus não é suficiente para alguém ser colocado debaixo da graça salvadora, pois esta não dispensa a fé no preço pago. E o preço foi pago por Jesus. Fe em Deus até o diabo tem, mas fé salvadora, somente quem crê que aquilo que Jesus sofreu na cruz foi em nosso lugar. Mas nós podemos resistir e não por fé nisso.